domingo, 26 de maio de 2013

A Cantora Careca encerra temporada com sucesso em Casa Branca

Elenco e Diretor de "A Cantora Careca".

“A Cantora Careca & Uma Palavra por Outra”, produção teatral da Associação Cultural Quintal das Artes, em convênio com a Prefeitura Municipal de Tambaú, encerrou suas apresentações no Cine Teatro Casa Branca, para um público aproximado de 150 pessoas. A encenação fez parte da programação da 21ª Semana Ganymédes José.
A promoção foi da Secretaria Municipal de Cultura de Casa Branca e da Prefeitura Municipal daquela cidade, que convidaram o Grupo Teatral tambauense para esta participação.
Os divertidos textos do teatro do absurdo, escritos por Eugene Ionesco e Jean Tardieu, foram dirigidos por José Ono Júnior e produzidos por Paulo Rogério B. Rocco. O diretor mesclou as duas peças e inseriu personagens de uma em outra, o que contribuiu para a diversão da plateia. A peça foi aplaudida de pé por vários minutos em Casa Branca.
No elenco deste espetáculo, que encerra sua temporada, estão Ane Fortes, Camila Zanotti, Caíque Velucci, Gabriel Fernandes, Gabriela Rigoli, Liliane Prado, Marco Antônio Nicácio, Tales Misael e Walter Oliveira.

Centenas de pessoas visitam Exposição de São Francisco

Alunos em visita acompanhada pelo monitor Bruno Dutra.
Cerca de 450 pessoas visitaram a exposição “São Francisco de Assis”, promovida pela Associação Cultural Quintal das Artes e apresentada no Museu Histórico Ernesto Ricciardi, com imagens do santo vindas dos mais diversos lugares do Brasil e exterior.
As imagens fazem parte da coleção particular do historiador José Eli Costa. É a primeira vez que as imagens foram mostradas ao público.
Além das imagens, confeccionadas em argila, madeira e outros materiais, vários quadros em grafite e óleo sobre tela, estiveram na exposição.
A mostra fez parte da programação da 11ª Semana Nacional de Museu, que aconteceu de 13 a 18 de Maio em todo o Brasil. É a segunda vez que o evento do Ministério da Cultura e do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus, tem a participação da instituição tambauense, administrada pela Quintal das Artes, em convênio com a Prefeitura Municipal.
Alunos de várias escolas municipais, estaduais e particulares, acompanhados de professores, acompanharam as visitas monitoradas. Funcionários do Museu explicaram aos alunos toda a história de Tambaú ilustrada em todas as salas temáticas.
A 11ª Semana Nacional de Museus teve como tema Museus (memória + criatividade) = Mudança Social. Além da exposição aconteceram shows musicais e exibição do filme “Tambaú, Cidade dos Milagres”, além de visitas monitoradas de alunos e grupos da Terceira Idade.

sábado, 11 de maio de 2013

Francisco de Assis


Francisco é fruto de uma emergente classe mercantil, nascido de mãe francesa - Joana Pica de Bourlemont e Pietro Di Bernardone, um bem-sucedido comerciante de tecidos de Assis. Pietro amontoara uma considerável fortuna importando cortes de seda, veludo e damasco da França, confeccionando trajes sofisticados em sua oficina de costura e vendendo-os tanto à nobreza, quanto à rica burguesia de Assis.

A História mais provável é que Francisco nasceu em um momento em que seu pai estava ausente, e a mãe lhe deu o nome de Giovanni Di Pietro Di Bernardone.

Ao voltar de sua visita à França, entusiasmado pelo gosto e costumes franceses, e pelo sucesso comercial que ali tivera, o pai resolveu dar ao filho um novo nome, que significava “Franco” de “Francês” - deu-lhe por isso o nome de “Francesco” (Francisco).

Francisco, segundo afirmam todos os relatos, era um jovem mimado e “sem-regras” tendo uma juventude irrequieta e mundana, sem duvida uma verdadeira “figura” em Assis.

Membro de uma família rica, sempre carregava uma bolsa recheada de moedas, bem como roupas luxuosas. Segundo “A Lenda dos Três Companheiros” de Tomás de Celano – que terminou sua biografia em 1229, apenas três anos depois da morte de Francisco: “Desnecessário dizer que não resta nenhum vestígio da “juventude transviada” de Francisco na Assis atual senão as próprias ruas, pelas quais perambulava com os amigos noite adentro. Não era apenas mais um na turma, era o líder,  admirado por todos e procurava superar os demais na pompa da vanglória, nas piadas, nos feitos bizarros, nas conversas frívolas, nas cantorias, na maneira elegante de se vestir”.

Francisco foi rudimentarmente alfabetizado em latim na Igreja de San Giorgio, sobre a qual foi construída a Basílica de Santa Clara, a poucas ruas de distâncias da casa dos Bernardone. Francisco não era impecável no latim; todavia era perfeitamente fluente em francês, língua universal do comercio da época. Todos os biógrafos tecem elogios à sua voz: “Forte, doce, límpida e sonora”.

Cresceu numa época de conflitos cívicos e confrontos sanguinários entre famílias e cidades rivais, camponeses e nobres, e sobretudo Igreja e Estado. O Estado não era a Itália dos nossos dias, mas o Sacro Império Romano-Germânico. Assis havia sido capturada pelo Imperador Francisco Barba-Roxa em 1160, vinte anos antes do nascimento de Francisco e desde então o povo vinha sendo castigado pelo jugo imperial.

Francisco tinha dezessete anos quando, em 1198, eclodiu novo levante e é certa a participação dele e de seus amigos à guarnição germânica. Trata-se de um terrível episódio na história de Assis. Os germânicos foram chacinados, e a fortaleza jogada ao chão, pedra por pedra. Em seguida a burguesia de Assis voltou sua fúria contra a nobreza.

Nos dois anos de conflito que se seguiram, muitos nobres foram massacrados e tiveram suas propriedades saqueadas. Quanto aos novos ricos, entre eles Pietro di Bernardone, comprava quanto pode das terras abandonadas pela nobreza.

Em 1202, três anos depois de Assis levantar armas contra o feudalismo e o império (seus habitantes correndo o risco de excomunhão pelo papa Inocêncio III por não terem submetido à cidade à proteção papal), Peruggia declararia guerra a Assis. A essa altura Francisco já estava com vinte e um anos e, com os amigos, preparava-se para a gloriosa vitória que infringiram a Peruggia, embalados pelos ideais de heroísmo e bravura cantados pelos trovadores e menestréis.

Um dos biógrafos modernos de Francisco, Juliem Green, imaginava a cena “A praça da Catedral regurgitava com os representantes de cada parte da cidade, estandartes em punho, que liderariam a coluna. Atrás deles viria a infantaria, armada com espadas, lanças e bestas; em seguida, homens a cavalo em torno de uma carroça puxada por bois, transportando a bandeira de Assis e carregando um altar móvel, com crucifixo, velas e padres entoando orações. Francisco, embora não fosse aristocrata, juntou-se às fileiras da nobreza somente por que era rico o bastante para comprar um cavalo. Por certo usava magníficos trajes de guerra, corroborando os comentários de seus primeiros biógrafos de que se vestia melhor do que “convinha” à sua posição social. Embalado pelas fanfarras, esperava em breve ver realizadas suas fantasias de gloria e heroísmo bélico. Em vão.

Exauridos pela viagem, os guerreiros de Assis não tinham como fazer face às vingativas forças de Peruggia. Os comunheiros de Assis, foram rapidamente subjulgados. Perseguidos pelos perugianos, buscaram refugio nos bosques do vale, mas foram quase todos chacinados.

Francisco salvou-se por obra de sua própria arrogância. Confundido com um nobre em razão dos trajes que vestia, dos modos sofisticados e sobretudo do cavalo, significaria dinheiro, um bom resgate.

O Francisco que voltou a Assis aos vinte e dois anos de idade não foi o mesmo jovem que cavalgou alegremente um ano antes. Encontrava-se doente, muito doente. Ficou acamado por aproximadamente um ano. Quando por fim recuperou a saúde, era um homem mudado. Permaneceu fraco pelo resto da vida e precisaria de constantes cuidados.

Em 1205, à época com vinte e quatro anos, Francisco tenta mais uma vez ser um cavaleiro, posição que requeria muito dinheiro. Tentou, mas não teve êxito.

Converteu-se depois de ter ouvido um chamado de uma imagem de Jesus Cristo- “Francisco, restaura a minha casa decadente”. Vendeu artigos da loja de seu pai para restaurar a pequena e semi-arruinada igreja do sec. XII. San Damiano.

Como resultado foi deserdado. Decidiu, então, dedicar-se à “irmã pobreza”. Seu desapego foi tamanho, que Francisco ficou nu diante de toda Assis, p-ara deixar tudo o que tinha para trás.
Tornou-se pedinte, acolheu os leprosos, os pobres, enfermos de toda parte. Passou a chamar tudo, como animais, pessoas e a natureza, por irmã ou irmão.

Queria traduzir as crenças que guiavam suas decisões, como simplicidade e Humildade. Recusava qualquer tipo de recompensa, ajuda financeira ou ordenações eclesiásticas e nestas regras nasceu em 1210 a ordem religiosa, já com um grande numero de discípulos.

Francisco morreu em 1226 e dois anos depois foi canonizado como São Francisco e é hoje o Pai Espiritual da Itália, O Patrono da Natureza e dos Animais.



Exposição de Imagens de São Francisco de Assis

De 13 a 18 de Maio no Museu Histórico Ernesto Ricciardi

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Exposição inédita de imagens de São Francisco é atração no Museu Ernesto Ricciardi

Imagens de São Francisco em exposição.

A Associação Cultural Quintal das Artes apresenta no Museu Histórico Ernesto Ricciardi a exposição inédita “Francisco de Assis”, com imagens do santo vindas dos mais diversos lugares do Brasil e exterior.

A mostra faz parte da programação da 11ª Semana Nacional de Museu, que acontece na próxima semana, de 13 a 18 de Maio. É a segunda vez que o evento do Ministério da Cultura e do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus, tem a participação da importante instituição tambauense, administrada pela Quintal das Artes, através de convênio com a Prefeitura Municipal.

As imagens de São Francisco fazem parte da coleção particular do historiador José Eli Costa, que durante vários anos vem guardando imagens de seu santo de devoção. É a primeira vez que as imagens serão mostradas ao público.

Além das imagens, confeccionadas em argila e outros materiais, vários quadros em grafite e óleo sobre tela, irão compor a exposição inédita.

José Eli Costa, curador desta exposição que acontece na Semana de Museus, é Coordenador de Assistência Social de Tambaú e funcionário da Prefeitura Municipal de Tambaú há quase 30 anos. É formado em História pela USP, especializado em museologia e foi um dos criadores do Museu Histórico de Tambaú, na década de 80.  Participou da montagem do Museu Ernesto Ricciardi, desde que descobriu as pinturas originais nas paredes das salas, até a composição do acervo, a restauração do imóvel, seu tombamento pelo Patrimônio Histórico e sua inscrição no rol dos melhores museus do Estado de São Paulo.

A 11ª Semana Nacional de Museus acontece de 13 e 18 de maio de 2013, com o tema Museus (memória + criatividade) = Mudança Social. Além da exposição acontecem shows musicais, exibição do filme “Tambaú, Cidade dos Milagres” e visitas monitoradas de alunos e grupos da Terceira Idade.

O Museu Ernesto Ricciardi ficará aberto, das 08 às 17 horas e das 20 às 22 horas, durante a semana. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Quintal das Artes prepara duas grandes produções na Escola de Teatro

Cenário de "A Cantora Careca"

Depois do sucesso de “A Cantora Careca & Uma Palavra por Outra”, que foi encenada em Tambaú e Santa Cruz das Palmeiras e está na programação da 21ª Semana Ganymédes José, de Casa Branca, a Associação Cultural Quintal das Artes está ensaiando dois novos espetáculos.

Com cerca de 45 alunos da Escola de Teatro realizada através de convênio com a Prefeitura Municipal, estão sendo produzidos os espetáculos “Portobello Circus”, uma comédia dramática circense de Domingos de Oliveira e o musical infantil “Casa de Brinquedos” de Toquinho.

A primeira peça estreia no dia 12 de Julho, abrindo as comemorações da 50ª Semana Universitária Tambauense. O musical ainda não tem data marcada. As duas peças comemoram também os 20 anos da Escola Municipal de Teatro de Tambaú, criada em 1983 pelo prefeito Edson Fernando Celestino e pelo Secretário de Cultura, José Eli Costa, como parte do Programa do Adolescente, apoiado pela promotora da época, Dra. Cláudia Aparecida Jack Garcia.

As aulas de teatro são ministradas pelos professores e diretores José Ono Júnior, formado pela Escola de Teatro Célia Helena e Paulo Rogério Rocco, pós graduando em Direção Teatral pela mesma Faculdade paulistana.

O conhecimento adquirido pelos Diretores é passado aos alunos que, primeiramente são preparados para serem cidadãos, como previa o Programa do Adolescente desde o início e caso queiram seguir carreira artística, como vários que já passaram pela Escola de Teatro, também são instruídos para isso.

As aulas da Escola de Teatro da Quintal das Artes são realizadas na SAT, que oferece seu palco e salões para as atividades. 

Programação da 11ª Semana Nacional de Museus no Museu Histórico Ernesto Ricciardi

Imagens de São Francisco
na programação.

13/05/2012 a 18/05/2013 - 08h às 22h

EXPOSIÇÃO - De imagens de São Francisco de Assis. Pela primeira vez em exposição, a coleção particular de José Eli Costa, com centenas de imagens de diversas regiões do Brasil e outros países.
Local: Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

13/05/2013 a 17/05/2013 - 08h às 17h

VISITA GUIADA - Orientada para alunos das escolas municipais, estaduais e particulares do
município.
Local: Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

13/05/2013 a 17/05/2013 - 08h às 17h

VISITA GUIADA - Monitorada para grupos da terceira idade.
Local: Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

15/05/2013 - 20:30 h

EXIBIÇÃO DE FILME - Filme “Tambaú, Cidade dos Milagres”.
Local: Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

SHOW MUSICAL - Com músicos e intérpretes locais e convidados.
Local: Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

O Museu permanecerá aberto das 20 às 22 horas.