| O Museu Histórico |
Um pouco de História cronológica deste Patrimônio de Tambaú:
25 de Junho de 1985 – A lei nº 1066 assinada pelo Prefeito
Dirceu Cerquetani cria o Museu Histórico de Tambaú, elaborado pelo historiador José
Eli Costa, então Secretário de Cultura. Instalado no porão da casa que
pertenceu ao ex-prefeito José Gatto, nos anos seguintes foi abandonado devido
ao descaso de alguns e à indiferença geral, salvo honrosas exceções.
22 de Março de 2005 – Antonio Agassi, três meses após
assumir a prefeitura, decreta a suspensão temporária das atividades do museu
pelas péssimas condições do local, a deterioração quase total do acervo e o
início das buscas de recursos para sua recuperação.
| Luiz Dias recupera as pinturas |
Julho de 2008 – O mesmo vereador elabora um projeto de
lei transferindo o nome de Zélia Maria de Carvalho Biela – após
anuência dos filhos da homenageada – para o recém-inaugurado Centro de
Convenções da APA, local mais apropriado para receber o nome da Educadora. No
mês seguinte outro projeto de lei da mesma autoria denomina “Casa de Cultura e
Museu Histórico Ernesto Ricciardi” o prédio da Praça Carlos Gomes.
13 de Agosto de 2008 – A Coordenadora Municipal de Educação
e Presidente do Conselho de Educação, Waldinea Borges Dias, encaminha a
documentação de transferência do imóvel da praça Carlos Gomes ao Departamento
de Cultura.
Março de 2009 – O Prefeito Municipal e integrantes da Associação
Cultural Quintal das Artes têm uma audiência na Secretaria de Estado da Cultura
com o então Secretário João Sayad, levando pessoalmente o pedido de restauração
do Museu.
02 de Maio de 2009 – Através do decreto nº 1920, Antonio
Agassi efetua o tombamento do imóvel. A solicitação tambémhavia sido feita pelo
vereador Paulo Rocco no legislativo, sendo acatada e aprovada pelo Conselho de
Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural do município, ativo naquela época.
28 de Dezembro de 2009 – O pedido estadual é atendido e o
convênio para restauração do museu foi assinado.
Maio de 2010 – A prefeitura, em um empreendimento pioneiro e
que hoje serve de exemplo em todas as cidades da região, terceiriza para a
Associação Cultural Quintal das Artes a gestão do Museu Histórico.
| Inauguração do Museu |
Durante sua gestão como administradora do Museu, a Associação
Cultural participou das edições da Semana Nacional de Museus, promovidas pelo
IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus, com a elaboração de uma programação
local que incluiu shows musicais, exibição de filmes e exposições de artistas
conceituados.
A Quintal das Artes restaurou e conservou adequadamente
todas as peças do acervo histórico – tanto aquelas que pertenciam à
municipalidade quanto as que eram de responsabilidade da Associação; sempre
dentro dos parâmetros propostos pelo IBRAM e com os trabalhos coordenados por
um responsável técnico, Historiador e Especialista em Museologia.
| Sala da Imigração |
A recuperação desses afrescos foi possível através do convênio
assinado com a Secretaria de Estado da Cultura, que também ofereceu a nova
iluminação das salas com lâmpadas adequadas e o sistema de segurança
por câmeras.
A Cerâmica Atlas, através do seu Presidente Geraldo José
Aloise Ricciardi, doou ao Museu uma plataforma elevatória para Pessoas com
Necessidades Especiais.
O Museu Histórico era composto por oito salas temáticas,
contando a história do município desde suas origens; apresentando suas
características econômicas, fatos políticos e administrativos e personagens;
dos imigrantes que formaram a cidade até personalidades como o Padre Donizetti
Tavares de Lima.
| Obras de Ernesto Ricciardi |
Sebas Sundfedl e Otávio Barbin, autores do Hino, Bandeira e
Brasão do Município, também foram homenageados nessa sala de personalidades.
Entre os objetos mais curiosos do Museu estão a pia batismal
da Igreja São José, a réplica exata da cadeira onde faleceu Padre Donizetti e um criado-mudo que pertenceu ao Capitão David de Almeida Santos.
Todo o imóvel, bem como seu acervo histórico e arredores, são tombados pelo Patrimônio Histórico, sendo necessário, por lei, autorização expressa do Conselho específico para a realização de obras físicas, retiradas e/ou relocação do acervo; o que garante a preservação da história do município. O acervo está listado em Livro Tombo.
Na sala com a história política a montagem original abrigava
documentos da emancipação político-administrativa do município e objetos da
primeira câmara municipal, como livros, a campainha usada pelo presidente do
legislativo, o relógio de parede e um oratório do século passado com a imagem de Cristo.
| Galeria dos Prefeitos |
Excursões de alunos das redes municipal, estadual e
particular de ensino eram realizadas periodicamente, tanto para visita ao
acervo, como para os alunos conhecerem as dezenas de exposições – de
consagrados artistas – realizadas nas dependências do museu.
| Visita de alunos |
A Quintal também encomendou um projeto de ampliação,
elaborado por Edson Fernando Celestino, engenheiro e ex-prefeito, que previa a
construção de novas salas, área de convivência, salas de ensaio para banda,
sala de laboratórios de teatro e local para o projeto Guri; além da troca do
telhado. Com o final do convênio e Associação não pôde realizar esta etapa,
deixando, no entanto, tudo idealizado.
No dia 30 de novembro de 2016, ao final do convênio, a
Associação Cultural Quintal das Artes entregou as chaves do Museu Histórico
Ernesto Ricciardi para a municipalidade.
Em 27 de abril de 2017, o acervo particular que estava cedido em comodato para a Quintal das Artes foi doado ao Museu Histórico. Um decreto do então Prefeito Roni Astorfo autoriza o município a receber os bens listados e o parágrafo único do Artigo 1º deixava claro que a finalidade da doação era para exposição permanente no Museu.