Para chegar neste momento, vivido no palco do Teatro Itália, em São Paulo, nos dias 18 e 25 de março, foram meses de preparação, de ensaios, de criação e confecção de figurinos, de composição de músicas, da construção de objetos, da criação de cabelos e perucas, de trabalho de divulgação, da elaboração de planta de luz, de logística, de produção, de levantamento de recursos. Sem contar o tempo de pesquisa e dramaturgia.
E nesses aplausos destas últimas semanas só tenho a agradecer a todos que estiveram envolvidos e que povoaram este bosque mágico imerso na solidão de cada pensamento, de cada um de nós, na cabeça de um personagem intenso - que conheci no mundo real - e que foi tão maravilhosamente interpretado por José Ono Junior.
Meu coração para Alice, minha doce recordação de infância, daquelas que só os primeiros livros são capazes de eternizar... Obrigado, Miriam Campagnollo por trazê-la tão verdadeira até nosso bosque.
E gratidão ao seu contraponto: o Palhaço magistralmente vivido por Guilherme Colpani, que deveria ser "odiado", mas é impossível de ser.
Bruno Dutra Che e Marcus Ruginsk, com seriedade, profissionalismo e um pouco de loucura, fizeram o público duvidar muitas vezes do que estava frente aos seus olhos.
Silvia Castro, parceira de tantos projetos como a bailarina excepcional que é, em seu primeiro grande papel deu vida à Silvia, o pivô de um dos mais comentados casos policiais da cidade de São Paulo. Com sua beleza e personalidade, conseguiu nos convencer como foi fácil um personagem como Leonardo se apaixonar por ela a tal ponto.
E finalmente, no elenco, um ator que sobe ao palco por quase três minutos apenas, justamente para revelar uma das cenas mais forte do espetáculo. Obrigado Edson Barreto Neno por seu profissionalismo e dedicação.
Nossas contrarregras e maquiadoras Natalia Rezende, Lislaine Eva Anadão e Iara Goulart, todo meu carinho por cada detalhe que nunca esquecem em cada apresentação e é justamente o que a faz tão linda no palco.
Obrigado Jose Eli Costa pelos figurinos tão mágicos; à Marialice Talamoni e Tereza Vieira pela confecção; à meu pai Mauri Rocco pelo objetos criados para sustentar a magia; ao Antonio Neto pelas músicas especialmente compostas para esse espetáculo e ao Júlio Somera pelo visagismo.
Gratidão à Amanda Reis, profissional incrível que registrou nosso espetáculo nesta breve temporada.
Obrigado a todos vocês. Vamos seguir com O Anjo do Bosque da Solidão para outros palcos.
Com muito amor estamos contando uma história que saiu da realidade para, no sonho, encontrar seu lugar.
Paulo Rocco - Diretor
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